Entrevistamos o DJ brasileiro Charles Lima, brasileiro radicado em Nova Iorque, nos Estados Unidos e responsável por eventos brazukas que rolam nos Estados Unidos. Em bate papo com o Tribo Brazil, Charles falou sobre sua carreira, projetos e produções.
Confira a entrevista:
- O que um brasileiro como você foi fazer em Nova Iorque?
Vim a turismo e acabei conhecendo minha esposa com quem tenho um filho . Com o passar do tempo acabei me identificando com a cidade e percebi que teria mais oportunidades por aqui. foi aí que resolvi fixar residência.
- No seu ponto de vista, como é vista a cena eletrônica brasileira nos Estados Unidos?
É vista com bons olhos. Temos o Gui Boratto, Anderson Noise, Andre Pulse entre outros que sempre recebem elogios do público americano. Por outro lado, ouvimos algumas críticas quanto ao padrão das festas denominadas “pop” ou mesmo “noite de playboy”. Como sabemos, o Brasil é rico musicalmente e possui vários rítmos, dependendo da região.
- Existem outros DJs brasileiros que estão mandando ver na cena norte-americana?
Sim. Grandes nomes como Luciano Pardini, Luis Campos e Iaell Meyer.
- Rola um intercâmbio entre os DJs brasileiros aí nos Estados Unidos?
Rola sim. Vejo muitos Djs brasileiros vindo tocar por aqui mas nao sei explicar detalhadamente como funciona o esquema.
- Há quanto tempo você é residente da Pacha – NY?
3 anos.
- Conte-nos um pouco sobre a noite Made In Brazil.
A MIB é uma festa onde reúne os melhores DJs brasileiros residentes nos Estados Unidos. Por uma noite o club tem apenas DJs brasileiros tocando nos seus 4 andares. Geralmente são 12hrs de festa com o intuito de trazer para o público um pouco do calor brasileiro.
- Eu tive o prazer de conhecer a noite brasileira da Pacha – NY e o que me chamou bastante a atenção foram as dançarinas, todas com o uniforme do Brasil e o clube todo decorado com bandeiras brasileiras. Qual a importância de se produzir o clube com decorações e dançarinas para um evento deste tipo?
Quando se fala em Brasil logo se lembra de carnaval e futebol. Então tivemos a idéia de deixar a festa bem a caráter e assim tornar o Pacha – NY uma verdadeira fornalha verde/amarela.
- Qual a frequência que rolam estas baladas?
Geralmente quando há um consenso entre o Pacha e grupo Made in Brazil, mas chega a acontecer até 8 vezes ao ano.
- Vocês costumam levar DJs brasileiros para tocar?
DJs que residem no Brasil ja tiveram participação em nossa festa, entre eles posso citar Ely Yabu (Pacha – Floripa)e Paula Pedroza (Pacha – São Paulo).
- Aproveite e fale-nos um pouco sobre seu outro projeto, o Face of Brazil.
O FOB é um projeto mais voltado para o público comercial, explorando pouco o underground. É conhecido como um evento com público mais seletivo dando prioridade ao glamour nova-iorquino.
- E produção? Você está envolvido?
Sim, no ano passado criei o projeto Face of Brazil em parceria com o produtor Iaell Meyer e fechamos um ótimo contrato com a Kult Records que e considerado um dos principais selos no mundo da e-music. No momento estamos trabalhando num live audiovisual e espero até setembro estar inovando.
- Tem planos de vir tocar no Brasil?
Claro que sim. Tenho muito para mostrar da cena nova-iorquina pros tupiniquins.
- Uma mensagem para o público brasileiro.
Gostaria de pedir ao público brasileiro que de mais suporte para os talentos que estão nascendo que sao os produtores. Fiquem ligados que tem muita gente boa pintando aí e que não são agenciados por grandes agências.
Mais infos nos links:
http://www.myspace.com/djcharlesnyc
http://www.twitter.com/djcharleslima
http://www.facebook.com/djcharleslima
http://www.soundcloud.com/djcharleslima
Por: Rafael Araujo




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Existe muitos DJs otimos ai, tem o o caso do Twistedmind (live) que faz um grande sucesso na Europa, tocou na Love Parade 2010 e ainda nao é muito conhecido pelo publico brasileiro.[youtube fkyBihU7U1M http://www.youtube.com/watch?v=fkyBihU7U1M youtube]